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Logística e compras: O guia do TCO

A era em que o setor de suprimentos era visto apenas como uma área de negociação de preços ficou no passado. Atualmente, o verdadeiro diferencial competitivo reside na capacidade de enxergar a Logística como uma extensão de Compras, especialmente quando falamos em reduzir o Total Cost of Ownership (TCO). Se você busca eficiência operacional, este guia detalhado foi feito para o seu nível de gestão.


O novo paradigma da integração entre compras e logística

Historicamente, estas duas áreas operavam em silos, o que resultava em ruídos de comunicação e custos ocultos elevados. Contudo, a dinâmica do mercado global exige que o fluxo de materiais e o fluxo de informações estejam em perfeita sintonia para evitar gargalos.

Além disso, quando tratamos a logística como um braço estratégico do Procurement, conseguimos mapear cada centavo gasto desde a origem do insumo até a entrega final. Essa visão holística é o que separa empresas que apenas sobrevivem daquelas que dominam seus respectivos nichos de mercado.

Entendendo o impacto do tco na cadeia de suprimentos

Muitas vezes, um comprador foca apenas no preço unitário do produto para bater sua meta de savings. No entanto, o TCO nos ensina que o custo de aquisição representa apenas a ponta do iceberg, escondendo gastos com frete, armazenagem e impostos.

Sob esse prisma, ignorar a logística no cálculo do TCO é um erro fatal para diretores de compras. Uma mercadoria barata que demora 60 dias para chegar pode custar muito mais caro em capital de giro parado do que um item com preço premium e entrega imediata.


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Curso compradores Estratégias de negociação e “posicionamento”

A integração compex: O que é e por que importa

Para resolver essa equação complexa, surge o conceito de Integração Compex (Compra com Execução Logística). Basicamente, trata-se de um modelo onde a estratégia de aquisição já nasce com o desenho logístico acoplado, eliminando a reatividade do setor de transportes.

Adicionalmente, esse modelo permite que analistas de suprimentos tomem decisões baseadas em dados de disponibilidade de frota e rotas otimizadas. Quando a logística deixa de ser um “problema de depois” e passa a ser um “requisito de agora”, a eficiência dispara.

Redução de custos ocultos através da sinergia

Custos invisíveis, como o rework e a devolução de mercadorias, drenam a lucratividade de qualquer operação. Portanto, alinhar os KPIs de compras com os de logística é o primeiro passo para estancar essas perdas financeiras significativas.

Consequentemente, ao integrar as áreas, o especialista em suprimentos passa a negociar não apenas o produto, mas o nível de serviço (SLA). Isso garante que o fornecedor cumpra prazos que não sobrecarreguem o armazém da empresa, mantendo o estoque em níveis saudáveis.

O papel da tecnologia na unificação de processos

Não há como falar de integração Compex sem mencionar o uso de softwares avançados de gestão. Inegavelmente, sistemas de ERP e SRM que conversam em tempo real com o TMS (Transportation Management System) são a espinha dorsal dessa transformação digital.

Dessa forma, a visibilidade end-to-end permite que gerentes de compras identifiquem antecipadamente atrasos que impactariam a linha de produção. A tecnologia transforma dados brutos em inteligência logística, permitindo ajustes rápidos em contratos de fornecimento.

Logística inbound como vantagem estratégica

O controle do frete CIF versus FOB é uma das maiores alavancas de redução de custos disponíveis para um gestor. Frequentemente, as empresas aceitam o frete do fornecedor por comodidade, sem perceber que poderiam coletar a carga com custos menores e maior rastreabilidade.

Nesse sentido, assumir a gestão da logística inbound permite que o setor de compras otimize a consolidação de cargas. Menos caminhões rodando com meia carga significam uma redução direta no TCO e uma pegada de carbono menor para a corporação.

Gestão de riscos e resiliência na cadeia

Rupturas no fornecimento são pesadelos constantes para especialistas de compras. Similarmente, problemas logísticos como greves ou infraestrutura precária podem paralisar operações inteiras se não houver um plano de contingência integrado.

Paralelamente, a integração Compex foca na diversificação de modais e rotas. Ter a logística como parceira de compras significa que, ao homologar um fornecedor, você também já homologa os fluxos logísticos alternativos para garantir a continuidade do negócio.

O impacto no capital de giro e fluxo de caixa

Um dos maiores benefícios de unir esses dois mundos é a otimização do ciclo financeiro da empresa. Certamente, quanto menos tempo a mercadoria passa em trânsito ou parada em estoque, mais rápido o capital retorna para o caixa da companhia.

Por conseguinte, a sincronia entre a ordem de compra e a janela de recebimento logístico minimiza o tempo de permanência do item no balanço. Para diretores financeiros, essa é a música mais doce que se pode ouvir: eficiência de capital através da excelência operacional.

Treinamento e cultura: Unindo as equipes

Não basta mudar processos se as pessoas continuarem pensando em silos separados. Por outro lado, promover workshops conjuntos entre compradores e operadores logísticos cria uma cultura de colaboração que gera insights valiosos para o negócio.

Inclusive, incentivar que analistas de compras visitem os centros de distribuição ajuda a humanizar o processo e entender as dificuldades práticas da operação. O entendimento mútuo é o lubrificante que faz a engrenagem da Integração Compex girar sem atritos.

Indicadores de desempenho (kpis) integrados

Para gerenciar, é preciso medir, mas medir as coisas certas e de forma conectada. Primordialmente, métricas como o Lead Time total e o Cost-to-Serve devem ser compartilhadas entre compras e logística para evitar objetivos conflitantes.

Logo, se o bônus do comprador depende apenas da redução de preço e o do logístico apenas da ocupação do caminhão, eles podem acabar trabalhando um contra o outro. KPIs unificados garantem que todos estejam remando na direção da otimização do TCO global.

Sustentabilidade e esg como novos pilares

A pressão por práticas sustentáveis está moldando as novas estratégias de suprimentos. Efetivamente, integrar logística e compras permite planejar rotas que emitam menos CO2 e selecionar fornecedores com práticas logísticas limpas.

Aliás, o TCO moderno já começa a incorporar o custo do carbono e da logística reversa. Compradores visionários entendem que a eficiência logística é a forma mais rápida de atingir metas ambientais sem sacrificar a rentabilidade da empresa.

O futuro de compras: Um ecossistema conectado

Olhando para frente, a tendência é que as fronteiras entre os departamentos desapareçam quase por completo. Acima de tudo, veremos o surgimento de profissionais “híbridos”, que dominam tanto a arte da negociação quanto a ciência do movimento de materiais.

Em resumo, a Integração Compex não é uma moda passageira, mas o padrão ouro para operações de suprimentos de classe mundial. Quem dominar essa intersecção terá em mãos a ferramenta mais poderosa para gerar valor sustentável no longo prazo.


Conclusão

A integração entre logística e compras sob o modelo Compex é a resposta definitiva para quem busca uma redução real e sustentável do TCO. Ao tratar a movimentação de mercadorias não como um custo isolado, mas como uma extensão estratégica da negociação, as empresas eliminam desperdícios, mitigam riscos e aumentam drasticamente sua agilidade. Para diretores e gerentes de suprimentos, o desafio agora é quebrar as paredes culturais e abraçar uma visão sistêmica da cadeia.


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